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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A preocupação do cotidiano


Título: A religião da laboriosidade
Sub título: Eliminar a ilusão da prática do cotidiano e o Mito da história: eis o nosso desafio.
Pergunta: Como destruir a tirania do poder impessoal da: família (das pessoas, do passado), das instituições, da sociedade, dos políticos (no voto e no pensar cabresto)?
Bibliografia:  KOSIC - Dialética do concreto (página 84-85)
“a familiaridade é um obstáculo ao conhecimento; o homem sabe orientar-se no mundo que lhe está mais próximo, no mundo da preocupação e da manipulação, mas “não se orienta” em si mesmo, porque se perde no mundo manipulável, com ele se identificando”.
O homem é antes de tudo aquilo que o seu mundo é.  O sujeito (criatura) é antes de tudo alguém que não lhe pertence – sujeito mistificado – anônimo em sua vida diária, alguém-ninguém, sujeito transformado em instrumento e máscara.
O PERIGO de separar o cotidiano e a história: visão idealista da história.
A característica do cotidiano é identificada nos fenômenos da realidade do dia-dia. Para destruir a prática da ilusão do cotidiano, eliminando a ilusão da “religião do labor”, devo “agir” com a história e a prática do dia-dia. Não ficar “preso” nas histórias e cotidiano do passado. Mas construir todos os dias novas histórias de transformação.  “Separada da história, a cotidianidade é esvaziada e reduzida a uma absurda imutabilidade, enquanto a história, separada da cotidianidade, se transforma em um colosso absurdamente impotente, que irrompe como uma catástrofe sobre  a cotidianidade, sem poder muda-la, sem poder eliminar a banalidade nem lhe dar um conteúdo”.
                Assim a cotidianidade sem dimensões históricas na construção do presente, se vê destituída de sentido, ficando “submissa” e impossibilitada de mudança na sua essência e, portanto, REPETINDO - igual – a qualquer outra época de sua história.
A MUDANÇA é possível: O homem é aquilo que ele faz.
Romper e eliminar com o “passado mistificado” do nosso cotidiano histórico – do alguém-ninguém – rompendo com a consciência comum (religião da manipulação e familiaridade), destruindo com violência a pseudoconcreticidade da preocupação e da filosofia pseudodesmistificadora (da ilusão da realidade do labor objetual do passado e da cotidianidade) é determinar todos os dias de nossas vidas que podemos construir novas histórias que transforme o reino das necessidades em reino da liberdade.  
Obs: ver (Kosik, Dialética do concreto, página 73) “o sujeito é determinado pelo sistema das relações objetivas, mas se comporta como indivíduo movido pela “preocupação”, o qual no curso da sua ação cria a rede das relações”. A preocupação é: utilidade-solicitude-ação.
Atenciosamente: Pedro Miguel Muniz Junior. (16-06-2012)

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